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segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Sem título

Traga aqui o vinho
que da terra sai
e que pra terra volta morto.
Traga as ideias pensadas
Que nada significam
A não ser pensar
E pensar é cair no erro
E esquecer que nada de mais
Tem as flores
A não ser elas mesmas

Se eu contemplo a lua e converso
não é porquê quero que ela
Tenha algum sentido
Mas sim que o meu ser converse
E desmancha

Então peça ao mundo humano
Que não dono do mundo
Porque o mundo não dos homens
E muito menos de divindades
Na verdade é daquilo que ele quer ser
E morrerá
Talvez num futuro que não será calculado
E que espera existir

Manoel Vinícius Souza
(19/08/10)

Um comentário:

  1. Oi Manoel,muito bonito poema..você que escreve?

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