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quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Sem título

E eu não peço o fim dos tempos
e nem choro diante do mundo
porque ele não entenderia.

Só choro diante de minha alma exposta
e eu não fico mais confuso.
Não me encontro mais perdido.
Tudo é claro como a noite.

Damos as mãos
e vamos de volta pra casa,
de volta pro verão,
de volta pro inverno.
De volta ao mundo paralelo.
Ao carvalho...

Talvez seja o meu tempo
de deixar um refúgio,
correr as distâncias,
correr para os braços do tempo
só que agora com novas certezas,
com velhas certezas
já desenhadas.

O Sol nasce ali mesmo,
ele morre ali mesmo.
O dia desaparece e
recomeça.

A Lua é sempre a dama e lua,
o Sol é sempre rei e sol...


Não é tarde,
não é ódio
e nem tudo escuro.
São contornos,
são psicodélicos,
são...

Sei o que sou o que o mundo não sabe...
sei o que sinto o que o mundo não sente,
a não ser nas alvoradas e nos crepúsculos
nas transições, quando troca-se
o desenho para o humano
então o mundo passa a saber
e ver.
A sentir e
me fazer completo.

Manoel Vinícius Souza




sábado, 10 de julho de 2010

Uma dança

Tome-me pela mão e
me leve aos mares desencontrados.
Tome-me em teus olhos
e me afunde diante de um beijo.

Leve-me a dançar a valsa
daqueles que pedem a continuação
da música.
Daqueles que não querem
que o desejo morra,
que a vontade desapareça
e que o mundo continue assim
com cores e sem sentido.

Só peço a volta do pensamento,
do meu verão,
do meu amarelo
e daquele céu.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

O espelho de lembrança

Eu tenho medo de seus pensamentos,
tenho medo do impacto deles sobre mim
e de como eles me recobrem,
dominam e
me fazem pensar em ti.
Tudo em mim são
as virtudes de tê-la,
sou esse humano amando.
O que peço aos espelhos
é que me reflitam inteiramente humano.
Peço que construam a sua imagem,
deixo-me iludir, pois,
talvez o mundo dos contrários seja o meu ideal.
Tudo parece em preto e branco,
em contornos,
teu corpo delineado com a minha lembrança.
Cada traço,
cada marca,
cada ondulação.
Minhas mãos percorrem o espelho
e assim concluo com os
retoques finais.
A dimensão das cores preto e branca
ressaltam teus olhos,
aqueles mesmos que me fascinam
e me levam.
Deixa um brilho em seus lábios e
acentua o volume apaixonante de seus cabelos.
Cada milímetro do teu corpo
é a minha lembrança.
Que não faço esforço algum
para apagar.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Sem voz

Há momentos
em que perco a voz.
O tempo para
e todo som desaparece.
Até que os meus lábios
encontram os seus,
o tempo volta a correr,
entretanto, o silêncio reina.
Não se ouve um som,
porém, com mais atenção
e proximidade,
ouve-se somente as batidas do coração
e a respiração.
Tal ar
representa a voz da alma.
Dizemos então toda a verdade

um ao outro.
Não há ilusão,
não há fantasia,
há somente nossa subjetividade,
nossa humanidade.
A Lua é a única testemunha
mesmo entre nuvens.
E para quebrar o silêncio,
sem que percamos o rumo,
é deixarmos aquela música
tocar outra vez.

Manoel Vinícius Souza

O que é um abraço?

O que é um abraço?
Quando há um choro íntimo,
olhares passam
apenas um para,
aquele olhar
é intenso como você.
Comunicam-se.
Conversam algo
que no mundo material
são segundos,
porém, no mundo real
dura muito mais.
Então, as pernas também comunicam-se
e os passos que se seguem
levam a um inivitável
encontro.
Os olhos mantém a conversa.
Os braços acabam por então
entrar em comunicação,
eles se abrem
e acolhem.
Os corações, batida por batida,
comunicam-se.
O íntimo está sendo revelado,
o choro acaba por cessar
e o bom calor
transmite segurança
que tanto se deseja.
O medo não mais existe.
Talvez seja também de um abraço
que o mundo precisa,
mas, por enquanto
dou-lhe a você.

Manoel Vinícius Souza

sábado, 16 de janeiro de 2010

Deixe que eu seja a sua Liberdade

"Deixe que eu seja a sua liberdade" Eis o que ressoa. Eis o que desejo dizer-lhe. Uma forma de amar, única, minha e acima de tudo representa a minha Liberdade que encontro em ti. Quero que essas palavras ecoem em teu íntimo. Quero guiar-te de encontro ao anseio de minh'alma. Aos desejos mais egoístas e puros para o encontro de nossas mãos. Deixe que nossas almas desenhem o encontro. Que criem um castelo com alta torre onde estamos, onde o vento sopra frio e macio. Onde podemos olhar tudo ao redor e estaremos protegidos pela Lua, pelas Estrelas e pelo Amor. Manoel Vinícius Souza

Simples versos em Amor

O que se espera de resposta
nesse momento?
Se em teus braços
me contento.
Se me afogo
em teus doces lábios
que renova minha coragem
pela vida
mesmo na iminência da morte.
Cada dia é um remédio
para o meu suave sofrimento
que é amar-te,
pois, é assim que defino tal sentimento.
Que consome o meu ser
trazendo a luz
a um sonho vigente,
do qual acordo
diferenciando-me de toda gente.
Amo simplesmente
sem explicação
para que minha chama
seja eterna,
seja pura
e mais sutil
do que a mais bela canção.

Manoel Vinícius Souza

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Arma e Escudo

Já não sei a quanto tempo nos conhecemos.
Anos?
Séculos?
Vidas passadas
que se reerguem
em nosso pacto de lealdade.

Uma força inexplicável
me faz dizer-te
que és uma irmã.
Mas, minha alma ainda mais inexplicável
diz-me és alguém que não poderia imaginar,
pois, você existe.

Sinto-me honrado
por tê-la como escudo
e sirvo-a como arma.
Não te esqueças
que tens a minha lealdade.

Não te esqueças
que nessa vida e
noutras vidas
somos arma
e escudo um do outro.
Somos terra
e somos ar.

Manoel Vinícius Souza