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quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Te cultivo

Dei chance para o Amor, me deliciei em seu doce néctar, me embebedei. Viciei no sentimento, me agarrei a tua presença, fiz sua morada no meu coração.
Deixo livre, pois sei que volta, não me despeço, pois sei que tens em mim o conforto de seu lar. Arrumo a cama e deixo no ar o teu perfume, chega em casa que teu mundo é bom.
O Sol se põe e com ele reina a noite que desperta o aconchego dos teus seios e o afago de tuas mãos.
O Amor nasce a todo momento, se transforma dentro de mim e transborda em copo cheio que mata a minha sede.
Cultivo amor para que não me falte, e com o excedente eu te faço poesia como se eu canalizasse a intensidade do meu coração.

Manoel Vinícius Souza

terça-feira, 8 de outubro de 2013

Olhos de ressaca

É que a definição de Capitu lembra-me muito você.
Acho bonita e
deliciosa essa passagem do livro.
Seus olhos me dominam,
isso significa que sua alma me traga
para dentro do teu infinito oceano,
forte,
profundo,
majestoso.
Perigoso para marinheiros de primeira viagem,
mas eu aprendi a navegar nessas águas.


Manoel Vinícius Souza

sábado, 5 de outubro de 2013

Noite de poesia

E se a noite fosse feita de poesia?

Diria que o silêncio seria um caminho para as minhas palavras
e a Lua uma testemunha de amores que se mostram noturnos, 
pois durante o dia há muita luz
competindo entre o Sol e o Amor. 

Mas a Lua...
Ela dança com as estrelas,
tímida de brancura frente aos assédios dos namorados
porém realizada por ser eterna cupido 
em comunhão com suas dançarinas sobre os apaixonados. 

Ah! Lua! 
Não se esqueça de contar 
que na distância eu morro de saudades,
por que não dizer de amores?! 
Diz pra ela que sem ela não vivo
e que por ela eu espero
até que possamos te envergonhar novamente, 
Lua, 
e cantarolar cantigas dos que caem nas proezas 
deste sentimento com suas bailarinas. 


Manoel Vinícius Souza

Por um futuro e por um carpe diem

E o que realizo
com minhas mãos
senão delinear frases que desejam
abrir minha alma.

É a verdade,
a poesia é minha verdade.
é a face da minha alma
um buraco de saudades que compõe
melodias de um futuro que possa ser, em partes,
concreto.

Eu ando por entre ruas noturnas e digo que continuo
procurando a visão do amanhã,
mas posso me perder do presente,
acabo por cair nas minhas manias idealistas
esquecendo do que vem a ser meu carpe diem.

Por instantes encontro o equilíbrio,
olho os sinais de um bom futuro,
olho para graça de viver o hoje.

Por esse instante eu sei o que me move,
torna-se meu instante eterno.
Continuo neste instante até que eu volte
para os verdadeiros braços
que concentram a certeza do amanhã
e a felicidade de meu presente. 

Manoel Vinícius Souza

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Um tanto Poeta, um tanto Poesia

Não que eu soltasse palavras por aí,
eu as amarro ao vento e
me permito um pedido:
Que nos embalos da saudade
se fizesse presente, pelo menos ao fechar os olhos,
o teu beijo.

Não que eu deixasse palavras aleatórias num papel,
eu mancho de tinta o branco para
ir desvendando aos poucos meus pensamentos,
desenhando em linhas meus sentimentos
e ir ocupando espaços entre aquilo que poderia ser confuso
mas que era magistralmente viciante.

Não que eu tenha a definição do que é amor,
eu vou me contagiando e
assim vamos nos conduzindo numa valsa,
rodando pela vivência na cidade,
conspirando como amantes,
transbordando daquilo que somos:
Um tanto Poeta,
um tanto Poesia.


Manoel Vinícius M. Souza

Madrugada no silêncio

Na madrugada dos curiosos
o silêncio anseia por tomar forma humana,
mas se confunde com as formas da cidade e
dos ventos.
 Fica longe dos pensamentos.

Se por acaso conversar com a noite
o silêncio ganha dimensões mais enigmáticas,
torna-se o meio de propagação da alma

e dos pedidos que ela faz. 


Manoel Vinícius Souza

sexta-feira, 28 de junho de 2013

A Chave

E esta noite me vi num furacão,
furacão de pensamentos...
Então é isso,
não machuque meu coração,
me deixe em chamas.

Então roube meu corpo e alma,
me deixe dentro da sua casa
e não me faça sair.

Eu te esperei e ainda te espero,
espero para entrar na sua cidade construída,
na sua morada e fazer meu cantinho.

Não se deixe levar pelos espaço e tempo entre nós,
deixe a chave em meu bolso
para eu abrir a sua porta.

Olhe em todo este espaço,
eu tenho andado até você,
tenho mirabolado planos e brincadeiras,
tenho arrumado as roupas na mala,
é só questão de paciência...

Tenho sonhado,
sonhei que você deixou sua chave comigo
e que meu cantinho era enorme!
Sonhei que deixei a nossa chave no tapete da porta,
tive que sair depois do almoço,
me espere para o jantar.


Manoel Vinícius da Mata Souza

sábado, 8 de junho de 2013

ESPERA

Abro a porta de casa
e sinto o silêncio,
compartilho minha respiração
e converso com a mortalidade.

Sinto a indagação,
sinto meus pensamentos
dominando meu corpo humano.
Sei de minha essência poética,
descubro a cada inspiração
minha humanidade.

Será que sentir-se parte disso
é enxergar a imensidão do Amor?
O Tempo foi abandonado
e se vive num espaço consolidado
pelo gosto daquilo que faz falta,
daquilo que se anseia.

Não se remoi a lembrança,
apenas transforma em sensações reais as figuras vivas que transitam
todo amanhecer no pensamento.

Vou me desconstruindo
para aprender a amar a cada novo dia.
E se um dia a solidão bater perante tal realidade,
olharei para o lado e me sentirei humano novamente,
escreverei mais poesia
e me tornarei infinitamente o poeta que te espera.

Manoel Vinícius Souza




terça-feira, 21 de maio de 2013

Amor

Amor, 
Amor vem brincar comigo, 
vem cantar cantigas de roda
e dançar a noite inteira.

Amor,
Amor vem ser meu par,
faço reverência para te conquistar,
vem dançar.

Amor,
Amor vem morar comigo,
arrumo a mesa e faço o jantar,
vem, tome um vinho e te faço carinho.

Amor, 
Amor vamos sair pela noite,
cantar para as estrelas e
brincar de contar.

Amor,
Amor deite na cama que é nossa,
descanse em meus braços,
vamos sonhar.

Manoel Vinícius Souza

O que sou e não

Se não sei  o que sou
me perco no mundo!
Mas sou tudo que no mundo existe,
sou árvore, água, rocha,
ar, solo, tijolo, fóssil!
Sou deus!
Sei o que sou o que o mundo sente,
sei o que não sente!

Sei o que não sou!
Sou o que poderia ser
e ser o que gosto de ser
e deixar de ser o que sou
para ser tudo que
no mundo é.

E se continuar sendo a inexistência
por essência
seria meu contorno e poesia.

Serei o fim, o meio e o início!
Me deixaria de ser.
Me deixo viver.

Manoel Vinícius Souza

Sem Fernando!


O mundo não seria mundo sem Fernando Pessoa! 

Mas não houve Fernando Pessoa e nem metafísica!

O que houve então?
Houve, e há, o mundo.



Manoel Vinícius Souza

domingo, 19 de maio de 2013

Renascimento


A idade chega,
chamamos o Tempo de "Senhor".
O Tempo nunca existiu...
O Tempo não passa...
O Tempo não é uma personificação...
O Tempo, O Tempo,
o tempo...

Se não há o tempo há a vida e a poesia.
Atemporal.
Não envelhecemos,
caminhamos com todos os seres pelas Terras,
pelas vidas...
Ganhamos novas dimensões,
conquistamos reinos e corações.
Vivemos.

E se te perguntarem do Tempo?
Diga que ele foi morto
para que você vivesse.

domingo, 12 de maio de 2013

Barulhos e batida

Todo esse barulho, 
toda essa correria,
todas as peças que se fazem necessárias
para formar a pintura. 
Se você pode sentir e 
viver o sentimento, 
perceberá que há algum lugar que possa ir.
Suba no altar das poesias, 
faça uma oração e 
peça que o barulho e essa batucada nunca parem,
que se espalhem pelo mundo
como mensagens que todos possam entender. 
Todo esse sentimento pode
inundar o ser e nos tornar humanos
repletos de entendimento.
Esse barulho,
essa batucada,
essa correria e 
a falta de ar
são as falas do coração batendo
porque se viu totalmente amando...

Manoel Vinícius Souza

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Imprudente coração

Você me da razão para existência.
Imprudência do meu coração
se apaixonar.
Mas o que seria de mim
sem o risco de te tocar?
Minha boca toma a frente e
diz que te ama.
Meu corpo te deseja 
em minha cama. 
O que seria de mim
sem meu coração imprudente e
sem teu corpo ardente?
Em ti, minha amada e confidente,
sou essência.

Manoel Vinícius Souza

domingo, 24 de março de 2013

É ser infinito


Foi de frente comigo mesmo que num dia,
não me lembro se nublado ou ensolarado,
eu me perguntei o que é amar.

Não soube responder de imediato.

Fui questionado pela segunda vez,
não por mim,
mas por essa inspiração que movimenta essa poesia,
não soube responder.

Mas hoje, depois de caminhar por entre sonhos e sentir as boas novas da noite,
você inspiração me pergunta novamente.
Delineio em resposta
as linhas desta poesia
que nem sempre sabem traduzir este sentimento,
minhas mãos nem sempre sabem quais curvas devo contornar
nestas sílabas.

Mas posso responder, finalmente,
que amar é sentir e ser infinito...

domingo, 10 de março de 2013

Renovar

Então é isso,
mais um dia que vem
para renovar nossos laços.
Não há caminho que me faça voltar
ao que era,
eu não quero voltar e faria tudo novamente.

É o nosso tempo de renascer,
de tomar para nós
todo o sentimento que nos foi dado,
toda vida que há para viver.

Eu me lembro dos teus olhos
dizendo que me amava (ama),
deitando nos meus braços
enquanto a noite faz toda a cidade dormir para
nos embalar no maior sentimento do mundo.

Espero que entenda,
fizemos os nossos votos secretos,
ninguém mais ouviu senão os nossos corações.
Fizemos como deveria ser e escrevemos essa história
que cruzará a eternidade,
mesmo em meio ao infinito ela não mudará,
seguirá em frente com o nosso pensamento,
com nossos peitos flamejantes
e com as nossas bocas coladas,
inspirando o que os deuses e os homens
chamam de Amor.

Manoel Vinícius M. Souza
10/03/2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

Notívago

Poema noturno,
poema lascivo,
poema da insônia.

A madrugada vem deitar-se comigo
na esperança de fazer amor com a noite.
Companheira, confidente, já não diz
coerentemente da mente dos que dormem,
nem mesmo da minha notívaga vida,
apenas se esconde das luzes dos postes
e das janelas entreabertas com sons de cinema.

Tão amada noite,
se recobre o meu espírito de inspiração,
recubra também o  poema em mente
de palavras que respiram tintas,
que respiram os verbos:
Olhar,
viver,
domar,
dormir.

Manoel Vinícius M. Souza